HILDA HILST É HOMENAGEADA COM SÉRIE DE EVENTOS GRATUITOS.

”Hilda Hilst O Espírito da Coisa”, espetáculo em cartaz no Teatro do Centro da Terra (veja flayer abaixo), programou uma série de atividades gratuitas como forma de homenagear a grande escritora brasileira, falecida há 5 anos. O projeto “Hilda Hilst O Espírito da Coisa” inclui exposição homônima, oficinas, palestras, ciclo de filmes, apresentações únicas de outras peças teatrais e leituras dramáticas. Com a participação de importantes nomes do teatro e da literatura brasileira (como Iara Jamra, Cláudio Willer e outros), os eventos acontecem sempre aos sábados, às 18 horas, com entrada franca.

Confira abaixo, a programação paralela gratuita da peça “Hilda Hilst O Espírito da Coisa”:

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dia 16 de Maio
Palestra/oficina: "O Porco no Corpo: A Escrita Obscena de Hilda Hilst", com Eliane Robert Moraes.

Palestra/oficina :"Hilda Hilst : Uma Poética da Transgressão", com Cláudio Willer.

Dia 23 de maio
Palestra/oficina: "A Poesia Hilstiana: Do Profano ao Sagrado", com Nelly Novaes

Dia 30 de Maio
Recital de Música: “Prelúdios intensos para os desmemoriados do amor”, com o músico e compositor Edson Tobinaga, que musicou poemas de Hilda Hilst. Participação da cantora Marina Alves. As canções escolhidas para este recital integram um ciclo dedicado à poesia de Hilda Hilst, ainda inacabado, que o compositor Edson Tobinaga iniciou em 2005 com “Moderato Cantabile”. Os poemas foram todos extraídos do livro “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão” (1974). Cada bloco de canções é aberto por um prelúdio intenso instrumental, como que a iniciar um colóquio com o universo hilstiano, vário, pois que se afigura denso, delicado, experimental, arcaico, inquieto, metafísico... Entra em cena, então, Marina Alves que, com seus atributos de canto lírico e ao mesmo tempo, afeita ao rock e à vanguarda paulistana, busca abordar esses aspectos expressivos adotando técnicas apreendidas de sua vivência em
musicais. Seria, então, uma espécie de cabaré místico sobre versos de Hilda Hilst.

PROGRAMA
Prelúdio intenso nº1
Prelúdios-intensos para os desmemoriados do amor
I, II e IV
Ária única, turbulenta
Prelúdio intenso nº 2
Moderato cantábile
III e V
Árias pequenas. Para bandolim
IV, V e VII
Prelúdio intenso nº 3
Dez chamamentos ao amigo
I, III, VI, VIII e X
A Federico García Lorca

Dia 06 de Junho

Cine Hilda:

Ficção: “O Caderno Rosa de Lori Lamby”, curta de Sung Sfai. Adaptação do livro homônimo de Hilda Hilst, com Iara Jamra, Renato Scarpin, Fernando Petelinkar, Lucélia Machiaveli. 35mm. Duração: 19 minutos. Garotinha de oito anos confidencia ao seu caderninho cor de rosa suas fantasias sexuais

Documentário: “Simplesmente, Hilda”, de Ricardo Dias Picchi. Recorte singular e poético da vida e obra de Hilda Hilst, uma das escritoras mais importantes da literatura Brasileira.
Duração: 16 min e 46 seg. Ano de Produção: 2008.
 

Dia 13 de Junho
Leitura Dramática:

“O Caderno Rosa de Lori Lamby”,
Leitura teatral da atriz Iara Jamra, dirigida por Bete Coelho.

 “O Caderno Rosa De Lori Lamby” é o diário de uma menina de oito anos que escreve em um caderninho rosa suas fantasias sexuais. O que vem a ser uma impossibilidade por definição se concretiza no mundo da fantasia literária de Hilda Hilst. E é nessa fronteira, onde se encontram a irrealidade, o tabu, o desejo e a inocência da imaginação infantil, que o texto genial de Hilda se constrói. O ato sexual é descrito pela primeira vez desprovido de todo pathos, de toda a maldade, como se o gozo e a inocência fossem idênticos, como se, por um instante nossa consciência fosse transportada ao paraíso, ao antes da queda. Trata-se de um texto avassalador, que excita e repugna, é de uma enorme candura e doçura ao mesmo tempo que trata de situações limites da sexualidade humana.

Dia 20 de Junho
 “Agda”
Sob a direção de Moacyr Ferraz, as atrizes Gisele Petty, Sandra Pestana e Verônica Fabrinni fazem uma leitura dramática do texto de Hilda Hilst.

Fábula atemporal de caráter trágico, narra a história de uma mulher que se relaciona com três amantes, sob o olhar moralista da comunidade onde vive. Este texto aborda questões da existência humana como a finitude da vida e a aparente incompatibilidade entre os desejos do corpo e do espírito.  Agda, mulher misteriosa, “fêmea crepuscular, muito desordenada”, deseja
compreender a vida, entender-se com Deus, sem abdicar dos prazeres da carne
e do espírito. Orto, Kalau e Celônio são os três amantes da mulher, a quem amam, odeiam e
temem ao mesmo tempo. O viver de Agda, fora das regras, atemoriza e exaspera
os demais habitantes da aldeia, que se unem para julgá-la.  A sorte da mulher é selada pelos seus homens.

Dia 25 de Junho, quinta-feira, às 21h
Peça teatral:

“A Obscena Senhora D” - Com Susan Damasceno
Texto: Hilda Hilst - Adaptação: Germano Mello e Susan Damasceno
Direção: Donizete Mazonas e Rosi Campos - Concepção e interpretação: Suzan Damasceno
Cenografia e figurino: Anne Cerutti - Iluminação: Pedro Brandi - Duração: 1h10min
Ind. idade: 16 anos
 
Monólogo baseado na obra homônima de Hilda Hilst. A personagem Hillé que,
após a morte de seu marido, desiste da vida civilizada e vai viver em um vão
de escada como um animal. Apelidada pelo marido Ehud de Senhora D, aos
sessenta anos, ela se entrega a uma busca incessante pelo sentido das coisas Durante uma noite, a Senhora D revive momentos da relação com o marido, que insiste para que ela abandone essas especulações sem sentido e reencontre o sabor das coisas simples da vida, o amor e o sexo. Hillé busca a compreensão do sagrado através da enigmática imagem de um menino-porco e chafurda os limites da sanidade ao se confrontar com a velhice, o abandono,
a ruína, o absurdo contido na sucessão dos dias e a própria morte. Para dar
vida a Hillé, a atriz Susan Damasceno - que vem do Centro de Pesquisa
Teatral, coordenado por Antunes Filho -, mergulhou por dois anos no texto
original de Hilda. A atuação de Susan foi elogiada pela crítica como uma
presença tão feroz e viva, que envolve o público de maneira surpreendente. A
direção de Donizete Mazzonas e Rosi Campos também ganhou destaque nos
jornais, assim como o cenário mínimo, que amplia a atuação impecável da
atriz.

 

Dias 27 e 28 de junho, sábado às 18 horas e domingo às 17 horas
 “Jozu, O Encantador de Ratos” – Com Carla Tausz
de Hilda Hilst
Direção: Alexandre David
Atuação: Carla Jausz
Cenografia: Dudu Garcia
Iluminação: Paulo Cezar Medeiros
Duração: 50 minutos

Jozú, figura dramática e ingênua, ganha a vida treinando seu rato
de estimação, que é também seu melhor amigo, e visitando, com freqüência, o
interior de um poço seco, onde recebe algumas revelações, que nem sempre
compreende. Totalmente diferenciado e inadaptado, Jozú não é compreendido
pelas pessoas com as quais convive. A peça trata da solidão humana, mas
também traz uma discussão sobre o direito à diferença e à individualidade.
Em um mundo cada vez mais globalizado, em uma época tirânica, onde a
massificação tenta, propositalmente, ignorar as diferenças, é cada vez mais
importante declarar, justamente, a existência dessas diferenças. Apenas
crescendo em humanidade poderemos exercer a compaixão e a poesia.

Projeto HILDA HILST “O Espírito da Coisa”
Ficha Técnica:
Idealização: Rosaly Papadopol
Curadoria: José Mora Fuentes, Rosaly Papadopol e Ruy Cortez
Gravação em Vídeo: Gustavo Haddad
Blog: Camila Sartorelli
Assistente de Produção e Logística: Barbara Thire:
Direção de Produção: Maria Betania Oliveira
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro
Realização: Samadhi Produções
Apoio Cultural: Instituto Hilda Hilst





 
 
QUATRO PORTUGUESES CONHECENDO HILDA.
O texto abaixo foi enviado por um grupo de música erudita português que inicia trabalho com poemas de Hilda. Ficamos muito contentes de ver que a obra de Hilda, cada vez mais, emociona leitores por todo o mundo.
 
Biblioteca Hilda Hilst na República Dominicana!
Em janeiro de 2009, será inaugurado o Centro Cultural Brasil - República Dominicana, da Embaixada do Brasil em São Domingos. Além da Biblioteca Hilda Hilst
 
COMO UMA BREJEIRA ESCOLIASTA - J.L. Mora Fuentes.
Surgindo como resposta ao convite do editor Wilson Marini, os textos são lúcida irreverência, humor e crítica impiedosa das mofinezas humanas, bem como da comiseração pela fragilidade e desatinos da espécie. Aliando prosa e poesia para estampar o absurdo que partilhamos na matéria, a inquietante Hilda bombardeou, durante 62 contundentes semanas, a tradicional sociedade campinense com questionamentos essenciais...
 
O FENÔMENO HARRY POTTER E O NOSSO TEMPO EM MUTAÇÃO - Nelly Novaes Coelho.
Sucesso inusitado que, evidentemente, vem suscitando uma avalanche de críticas, pró e contra esse “enfeitiçamento” dos leitores, causado por esses volumosos livros, com suas centenas de páginas cobertas de letras, frases longas, nomes difíceis  e... sem ilustrações. E isso, em plena Era da Imagem
 
POR UM CANCIONEIRO VÍVIDO - Edson Tobinaga.
...flauta, trompa, viola, violoncelo... Esta é a seqüência de timbres por que passeia a linha melódica da introdução da pequena grande obra-prima que é a Canção do Amor Demais de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, presente no memorável disco homônimo de 1958.
 
HILDA HILST: A MORTE E SEU DUPLO - Cristiane Grando.
“Lego-te os dentes./ Em ouro, esmalte e marfim.” Muito além da imagem de um rosto deslumbrante, Hilda Hilst legou-nos suas obras, mais de 40, publicadas, de 1950 a 1995, em versos que foram se tornando cada vez mais complexos
 
HILDA HILST POR JORGE COLI.
“Qual a boa metáfora para descrevê-la: uma pluma? Uma flor delicada que, por milagre, anda? Um cristal frágil? Sua voz faz-se carícia tímida. Para onde foi a Hilda Hilst desbocada, de tom enérgico, manejando palavrões que abalaram bem-educados e bem pensantes?(...)"
 
BENJAMIN: KAFKA A PROPÓSITO DO 10º ANIVERSÁRIO DE SUA MORTE - Luiza Novaes.
Benjamin inicia o ensaio, nos contando uma anedota sobre a depressão de um czar, Potemkin, e a burocracia do acúmulo de papéis uma vez que o responsável não os assinava. A simplicidade e a facilidade que um dos funcionários arranjou para a empreitada tão complexa aos olhos dos chanceleres, de fazer o czar assinar os papéis, para ele, Chuvalkin, era viável.
 
CAMUS - Luiza Novaes.
Camus começa seu ensaio sobre Kafka, denominado por ele como: A esperança e o absurdo na obra de Franz Kafka, pensando na necessidade que Kafka deixa para o leitor de releitura da obra, ao menos duas vezes, por que o autor pensa na possibilidade da dupla interpretação senão mais outras.
 
ROBERTO MATTA: "O SOL PARA QUEM SABE CONGREGAR" - Leo Lobos (Tradução de Geruza Zelnys de Almeida).
Nascido no Chile em 11 de 11 de 1911, formou-se arquiteto aos 22 anos e partiu para a Europa onde trabalhou no projeto “cidade radiante” com o pintor, arquiteto e teórico franco-suíço Le Corbusier (1887-1965). Ao final de 1934 visitou a Espanha, onde conhece, na casa de seus tios diplomatas, o poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) e os poetas espanhóis Rafael Alberti (1902-1999), e Federico García Lorca (1898-1936).
 


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